O setor de serviços segue em ritmo de queda no Rio Grande do Sul. O volume de serviços prestados recuou 4,0% na passagem de fevereiro para março deste ano e 6,2% frente a março do ano passado. Ao todo, o volume de serviços no Estado caiu 2,0% no primeiro trimestre ante igual período de 2018.

No País, o setor caiu 0,7% no mês e 2,3% no confronto anual, acumulando queda de 1,7% desde dezembro. Mesmo assim, o volume no trimestre ainda foi 1,1% maior do que no mesmo período de 2018. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O desempenho por segmento no Estado mostra que todas atividades pesquisadas tiveram queda em março ante março de 2018. Outros serviços (-17,1%) e transportes e correio (-11,1) amarguraram as maiores perdas.

Em seguida, vieram os serviços de informação e comunicação (-3,2%), serviços prestados às famílias (-2,3%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,6%). No recorte nacional, na comparação com março do ano passado, o recuo de 2,3% teve como principal influência negativa o ramo de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-7,1%). Serviços profissionais, administrativos e complementares (-2,7%) e de outros serviços (-1,3%) apuraram as demais perdas.

Na contramão, as contribuições positivas ficaram com os serviços prestados às famílias (4,4%) e de serviços de informação e comunicação (0,8%). Já na comparação com fevereiro, a pressão negativa foi puxada pelos serviços de informação e comunicação (-1,7%). Também houve queda em serviços profissionais, administrativos e complementares (-0,1%) e outros serviços (-0,2%). Já os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (0,5%) e os serviços prestados às famílias (1,4%) tiveram alta.

O setor de serviços vem mostrando dificuldades em apresentar uma recuperação contínua em um ambiente de desemprego elevado e acompanha os resultados fracos já vistos na indústria e no setor de varejo.

"Por trás disso tudo tem uma economia lenta, com deterioração nas expectativas de empresários e com projeções cada vez menores para o crescimento do PIB", afirmou o gerente da pesquisa do IBGE, Rodrigo Lobo.

"O poder público está sem fôlego para investir, e o setor privado não está compensando e preenchendo essa lacuna. A nova aposta para uma abertura de portas aos investimentos e para a atividade econômica é a aprovação da reforma da Previdência, mas quem garante que isso vai realmente acontecer?", completou.

"Telecomunicações é uma devolução de altas do fim do ano passado e, no caso dos transportes, é reflexo de uma economia lenta e com baixo dinamismo", explicou Lobo.
Fonte: Jornal do Comércio

 

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