Clipping Diário Nº 4169 – 19 de julho de 2022

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Com pandemia, prazo para recuperação de empresa mais que dobra

 

Pesquisa recente realizada pela Corporate Consulting com 230 companhias revela um cenário preocupante para os setores da indústria, do comércio, dos serviços e dos transportes no país. Para 52% delas, o faturamento caiu pela metade em relação a 2019, para 37%, o endividamento aumentou e, para 84%, é preciso emprestar dinheiro para reforçar o caixa. Participaram do levantamento empresas com faturamento anual entre R$ 60 milhões e R$ 400 milhões, que, juntas, empregam pouco mais de 100 mil pessoas.

“Com a pandemia, a situação mudou muito em razão da alta de custos, da falta de insumos e de previsibilidade do negócio”, diz Luís Alberto de Paiva, CEO da Corporate Consulting.

Margens insuficientes para manter a atividade, passivos que comprometem o capital de giro, estoques reduzidos e dificuldade para renegociar prazos de pagamento são alguns dos principais problemas enfrentados hoje pelos empresários, de acordo com a pesquisa. A Corporate Consulting trabalha diretamente na reestruturação de 28 companhias de vários setores. Todas elas, diz Paiva, estão com as finanças mais frágeis do que antes da pandemia.

“A oferta de crédito está bem mais restrita e o custo do dinheiro, três vezes maior do que há um ano”, afirma. Cenário nada favorável para quem quer manter ou expandir um negócio. Uma empresa que oferece garantias para uma instituição financeira, de acordo com ele, paga juros de 1,8% a 2% ao mês. Aquela que não tem o que oferecer paga 14% ao mês.

“A discrepância nas taxas hoje é muito grande. Aí a empresa descapitalizada começa a operar com prejuízo, fica sem dinheiro para pagar funcionários, tributos”, diz.

De acordo com ele, diante deste cenário, as empresas tendem a suspender pagamento de impostos, reduzir quadro de funcionários, cortar salários e deixar de pagar bancos e credores.

MAIS PRAZO PARA REESTRUTURAÇÃO

A fragilidade das empresas chegou a tal ponto, diz ele, que, com a pandemia, a recuperação de uma companhia endividada, que levava oito meses, em média, passou para dois anos. “Antes, havia um prazo para injetar recursos nas empresas, acertar custos, precificar e dava para planejar quando o produto voltaria a ser rentável.”

Todo este processo está agora comprometido, de acordo com ele, em razão da disparada da inflação, da falta de matérias-primas, do alto preço dos combustíveis e do crédito mais caro. Paiva diz que conversa quase diariamente com representantes de instituições financeiras que não escodem mais a preocupação com a inadimplência generalizada de pessoas jurídicas.

As empresas estão com dificuldade até mesmo para pagar empréstimos realizados com juros de 1% ao mês, como do FGI (Fundo Garantidor para Investimentos), do BNDES. Em abril, 6,11 milhões de empresas estavam inadimplentes no país, quase 200 mil a mais do que no mesmo período do ano passado, de acordo com a Serasa Experian. O número é o mais alto desde abril de 2020 (6,14 milhões).

“Hoje, há um sucateamento da indústria nacional. As margens de lucro que, no passado, eram de 15% a 20% em alguns setores, hoje são pífias, de 2% a 3%.”

Os prazos para alongamento de dívida, com carência de um ano, para empresas que não utilizam o recurso da recuperação judicial, diz ele, são de cinco a seis anos, em média. Para as empresas que estão em recuperação judicial, os prazos para pagamento de dívidas, com até dois anos de carência, são de até 20 anos, com deságio entre 50% e 70%.

TEMPOS MAIS DIFÍCEIS

Boanerges Ramos Freire, presidente da Boanerges & Cia, especializada em serviços financeiros, diz que, se a água já estava na altura do nariz das empresas, agora já chegou à cabeça. A situação das companhias, diz ele, é a seguinte. “Depois de ter nadado muito na pandemia e chegado à praia achando que ia descansar, encontraram leões prontos para comê-las”. Quem tem ajuda de uma boia, diz ele, eventualmente pode sobreviver, mas, infelizmente, tempos mais difíceis para as empresas ainda estão por vir neste semestre.

“A inflação subiu demais no mundo todo por vários motivos, em razão de toda emissão de dinheiro para atender à pandemia e de problemas nas cadeias de produção.”

A expectativa de recessão, diz Freire, leva o empresário a investir menos. “Com isso, inflação e juros sobem, aumentam os riscos e, quem estava no limite, não consegue mais sobreviver.”

DE OLHO NO CAIXA

De acordo com ele, se o caixa da empresa não estiver bem controlado, isto é, se o empresário não tiver bem claro tudo o que paga e tudo o que recebe no mês, dificilmente vai sobreviver. Alongar prazos de pagamento e antecipar recebimentos pode ajudar a reforçar o caixa, diz ele, assim como vender parte dos ativos, recorrer a crédito bancário ou até a amigos e familiares. “Abrir capital agora não adianta. Quem fez isso no ano passado não se deu bem”, afirma.

De acordo com ele, esta fase ruim para as empresas não deve acabar com as eleições. “Ainda não há clareza de qual será a política econômica do país. É um período de muitas incertezas.” Apesar das perspectivas pouco favoráveis, Paiva diz que os empresários entendem que, num cenário político sem rupturas e com carga tributária menor, o país pode voltar a crescer.

Fonte: Diário do Comércio

 

 

 

Febrac Alerta

Proposta dá preferência em férias para pessoas com deficiência

O Projeto de Lei 1242/22, já aprovado pelo Senado, determina que a pessoa com deficiência que exerça atividade remunerada, assim como aquela que exerça atividade remunerada e que tenha cônjuge, companheiro ou dependente com deficiência, terão direito a preferência na concessão de férias.

 

 

Nacional

FGV lança livro sugerindo aumentar IR dos mais ricos como um caminhos para um sistema tributário menos desigual

A Fundação Getulio Vargas (FGV) lançou um livro digital com propostas para tornar o Sistema Tributário Nacional mais justo. A é lançada em meio a um ano de eleições e com discussões sobre a Reforma Tributária. Segundo o livro “Progressividade Tributária e Crescimento Econômico”, criado pelo Observatório de Política Fiscal da FGV, a proposta que tornaria o sistema mais justo é penalizar menos os mais pobres, após o aumento das desigualdades sociais no Brasil provocado pela pandemia de Covid-19.

 

Cresce otimismo de empresários do setor de serviços, revela pesquisa

Segundo uma pesquisa feita pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ), os empresários do setor de serviços estão mais otimistas em relação aos próximos três meses. Segundo o levantamento, 81,5% esperam que a situação melhore ou melhore muito. Na última sondagem, esse índice era de 80,3%.

 

Dólar sobe para R$ 5,42 com pessimismo no exterior

A piora no mercado internacional ao longo da tarde voltou a pesar e fez o dólar encerrar o dia com valorização, após queda significativa durante a manhã. A bolsa de valores, que vinha registrando fortes ganhos, perdeu força perto do fim da sessão, mas conseguiu manter a alta. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (18) vendido a R$ 5,426, com alta de R$ 0,021 (+0,39%). A cotação iniciou o dia em baixa e chegou a cair para R$ 5,35 pouco antes das 12h, mas inverteu o movimento com o aumento do pessimismo nos Estados Unidos.

 

O que fica para depois das eleições no Congresso – Análise

Esta será a primeira semana do recesso parlamentar. A previsão é de que no segundo semestre haja pouco trabalho no Legislativo em razão das eleições. Nos últimos dias, as prioridades foram a conclusão das PECs do piso de enfermagem (PEC nº 11/22) e dos auxílios (PEC nº 15/22), além da LDO para 2023. Os vetos presidenciais também constam da agenda, mas com menos apelo que as demais matérias.

 

Lula e Bolsonaro concentram melhores palanques nos Estados, mas enfrentam dificuldades para acomodar aliados e unificar estruturas

A menos de três meses das eleições, as campanhas do presidente Jair Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) correm contra o tempo para fechar alianças e garantir palanques sólidos nos estados antes do período destinado às convenções partidárias, que começa nesta semana. Líderes nas pesquisas, Lula e Bolsonaro reúnem entre 75% e 80% das intenções de voto totais nos cenários estimulados dos principais levantamentos divulgados nas últimas quatro semanas. Em termos de votos válidos, a soma do apoio aos dois chega a 88%.

 

 

  

Jurídico e Tributário

 

Sócia sem poder gerencial incluída como devedora solidária após a quebra de empresa é parte ilegítima no polo passivo da execução

O julgar apelações da União e da embargante interpostas da sentença que, em processo de embargos à execução, excluiu a sócia de uma empresa do polo passivo de uma das execuções, mantendo-a no outro processo, a 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) negou provimento ao recurso da União e deu provimento ao apelo da embargante ao fundamento de que não ficou demonstrada a prática de atos que excedessem os poderes ou de infração de lei ou de contrato social. 

 

 

 

Trabalhista e Previdenciário

 Trabalhador com hepatite C será reintegrado ao emprego por causa de dispensa discriminatória

A Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou a reintegração de um analista da ABB Brasil Ltda.  ao emprego, em Osasco (SP). Ele foi demitido por ser portador de hepatite C. A doença é considerada grave, e a jurisprudência do TST entende que há presunção de dispensa discriminatória nesses casos. O empregador tem de provar que a dispensa teve outra motivação, o que, segundo o colegiado, não ocorreu.

 

Assédio: entenda o que configura a prática e como criar políticas de prevenção na sua empresa

Em termos gerais, a palavra “assédio” cobre uma ampla gama de comportamentos de natureza ofensiva, os quais resultam em uma importunação insistente ou agressiva, geralmente para a obtenção de algo, cuja ocorrência se apresenta de forma reiterada.

Covid-19

Brasil registra 143 mortes por Covid; média móvel de casos completa 25 dias acima de 50 mil

O Brasil registrou nesta segunda-feira (18) 143 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 675.551 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias é de 248. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +9%, indicando tendência de estabilidade.


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