Comissão da reforma administrativa tem 53 deputados inscritos contra e apenas dez a favor

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Relator da proposta, Arthur Maia participou apenas da abertura da sessão e afirmou que apresentará um novo parecer com "ajustes" no texto antes da votação

A esmagadora maioria dos inscritos para discutir a reforma administrativa na comissão especial da Câmara dos Deputados é de parlamentares contrários ao parecer do deputado Arthur Maia (DEM-BA). Foram 53 deputados inscritos contra o projeto e apenas dez a favor. A discussão deve ocorrer até quarta-feira (15) e a votação, entre quarta-feira e quinta-feira (16).

O grande número de inscritos contra a reforma não significa resistências expressivas dentro do Congresso. Quase todos são de partidos de oposição, como PT, PCdoB e PDT, declaradamente contrários à proposta. Dos partidos que costumam votar com o governo, Fábio Trad (PSD-MS), Felício Laterça (PSL-RJ), professor Israel Batista (PV-DF) e Nicoletti (PSL-RR) se cadastraram para falar contra.

“Aprendi que os contrários falam e os favoráveis votam. O painel [de votação] vai demonstrar o real apoio”, disse o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS).

Os inscritos a favor são do Republicanos, Novo, DEM, PSDB e PSL. A disparidade fez o deputado André Figueiredo (PDT-CE) sugerir intercalar dois contrários com um favorável nos discursos. “Até para gerar um debate, senão daqui a pouco teremos 40 deputados seguidos falando contra”, disse. “Devíamos é convocar os deputados da base a falarem”, respondeu a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

O deputado Felício Laterça (PSL-RJ), que é policial federal licenciado, afirmou que é da base do governo, mas contra. “Essa PEC deve ser enterrada, soterrada. Isso é pegadinha com o presidente Bolsonaro. Estão armando com ele. Ele já perdeu a base dos policiais e vai perder a dos servidores públicos”, disse. Para ele, a reforma abre caminho para o clientelismo e patrimonialismo e os servidores efetivos serão a exceção se aprovado o texto.

O relator da reforma, deputado Arthur Maia (DEM-BA), participou apenas da abertura da sessão e afirmou que apresentará um novo parecer com "ajustes" no texto antes da votação. Ainda não está certo em que momento isso vai ocorrer e nem quais serão as mudanças. Ele também informou que conversou com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e deve se reunir com senadores até a votação.
Fonte: Valor Econômico


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