Confiança de serviços sobe 7,3 pontos em julho ante junho, diz FGV

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A coleta de dados para a edição de junho da Sondagem de Serviços foi realizada com 1.483 empresas entre os dias 1º e 27 do mês

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 7,3 pontos na passagem de junho para julho, na série com ajuste sazonal, alcançando 79,0 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Após três meses consecutivos de altas, o índice recuperou cerca de 62% das perdas sofridas nos primeiros quatro meses do ano, a maior parte do tombo decorrente da crise provocada pela pandemia do novo coronavírus.

"A confiança de serviços mantém, em julho, a trajetória de recuperação após atingir o fundo do poço em abril. Apesar da melhora tanto na percepção sobre o momento atual, quando em relação às expectativas, o resultado do mês precisa ser analisado com cautela porque ainda há um caminho considerável para voltar ao ritmo anterior à pandemia. As flexibilizações podem contribuir para a melhora da confiança do setor, mas a cautela dos consumidores e a incerteza que se mantém em patamar elevado impedem imaginar um cenário de recuperação robusta do setor no curto prazo", avaliou Rodolpho Tobler, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

Em julho, o único dos 13 segmentos pesquisados que não registrou melhora foi o de serviços de manutenção, que teve queda de 2,4 pontos na confiança.

O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 7,0 pontos em julho, para 71,0 pontos, recuperando nos últimos três meses 45% da perda acumulada em março e abril. Já o Índice de Expectativas (IES) cresceu 7,5 pontos, para 87,3 pontos, o que significa uma alta de 40,0 pontos entre maio e julho, embora ainda permaneça aquém do patamar pré-pandemia.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) do setor de serviços aumentou 3,3 pontos porcentuais em julho, para 80,5%, interrompendo uma sequência de quatro meses de quedas.

A maioria das empresas prestadoras de serviços ainda menciona a opção "Outros fatores", com 60,8% das citações, como maior impeditivo para os negócios. Cerca de 78,7% desses empresários especificaram o "coronavírus" ou os efeitos dele como principal limitação, superando a insuficiência de demanda e a competição, considerados os impeditivos mais relevantes historicamente desde julho de 2017.

A coleta de dados para a edição de junho da Sondagem de Serviços foi realizada com 1.483 empresas entre os dias 1º e 27 do mês.


Fonte: Correio Braziliense


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