Santinho no lixo

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Edgar Segato Neto
Presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços e Limpeza Ambiental (Febrac)


Por conta da votação do primeiro turno das eleições, santinhos de diversos candidatos ficaram espalhados pelas vias públicas em várias cidades do País. Passada a votação, entram em cena os profissionais da limpeza com um árduo trabalho pela frente.

Apenas no primeiro turno das eleições, os agentes de limpeza do Rio de Janeiro recolheram mais de 350 toneladas de lixo eleitoral. Outro exemplo da quantidade de lixo acumulado nas ruas é o município de Macapá (AP), que demorou dez dias para concluir a limpeza total do lixo de campanha.

Além de poluir desenfreadamente as cidades, com a ação do vento, o material eleitoral se espalha e pode entupir bueiros que, com a chegada das chuvas em algumas localidades, provoca alagamentos e transtornos para a população.

A lei brasileira proíbe a distribuição de propaganda no dia da eleição, mesmo assim é comum que as cidades amanheçam com toneladas de papéis pelas ruas. É necessário que haja uma mudança radical na cultura de nosso povo e, principalmente, dos políticos, com leis severas para quem descumpre a lei.

As toneladas de papéis encontradas nas ruas é uma forma de lembrar à Justiça Eleitoral que a lei é falha e precisa ser mais rigorosa nesse tipo de ação. Nenhum candidato se elege por causa dos santinhos espalhados no dia da eleição.

Após o dia de votação, o setor de limpeza mostra sua importância ao manter a conservação das cidades. No entanto, os agentes de limpeza tornam-se invisíveis quando se fala na regulamentação da atividade, qualidade no trabalho e respeito da população.

Hoje, somente no Brasil, o setor de serviços representa aproximadamente 70% do PIB, incluindo a geração de mais de 12 milhões de empregos formais e seus respectivos encargos legais, além de uma elevada carga tributária retida na fonte.


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